segunda-feira, 29 de junho de 2015

Hoje eu acordei desabitualmente sonolenta. 
Abri os olhos e, apesar de ter dormido aproximadamente 8 horas, não tive vontade alguma de levantar. Mas eu tive. Não tinha trabalho para fazer, mas a esteticista me esperava para uma limpeza de pele.
Eu levantei, e completamente sem fome (ou vontade de comer), comi apenas um morango, para não ter tontura. Eu me acostumei a comer pela manhã.
Fui, fiz o que devia, e o mal-estar ficou pior. 
Cheguei em casa, tive aulas de francês e não consegui me distrair. A aula não ajudou também. Quem consegue prestar atenção numa aula de gramática francesa, por 1h? Meu déficit de atenção não permitiu que eu prestasse mais do que 5 minutos de atenção. E a professora não é burra. Ela sacou que eu estava ali apenas em corpo.
Me veio algo na mente: um banho me ajudaria. E eu tomei. E estava enganada. 
Continuo igual. 

Minha mãe me chamou para almoçar, e junto com o almoço veio um desabafo da minha mãe. 
As coisas não estão boas na casa da minha avó. E ela não tem sido fácil para minha mãe e tia.
E eu me sinto impotente.
Sabe quando parece que nada tem solução?
É assim que a segunda-feira amanheceu.

Eu deveria estar animada como todos os anos, final, faltam 7 dias para o meu aniversário.
E por que eu não estou?
Boa pergunta.
Sabe quando você sabe qual é o problema, mas não sabe como começar? Essa sou eu na vida.
Aí eu decidi: dia 6 é meu aniversário e aparentemente tudo estará normal. E até mais feliz.
Então meu prazo para melhorar as coisas é dia 7.
Quem sabe não dá certo? Quem sabe não tenho mais clareza para resolver tudo e ficar bem?
Melhor, eu digo. Bem eu estou.




Preciso me decidir.
Preciso tomar um passo.
Preciso de um rumo.


É perda de tempo?


sexta-feira, 26 de junho de 2015

Entendendo o que já havia sido dito.

"Eu sou uma pessoa difícil. Não me relacionaria comigo mesma".

E foram essas uma das primeiras palavras trocadas entre mim e ela.
Ou melhor, umas das primeiras coisas que ela resolveu, por qualquer motivo, verbalizar para mim.

Vamos à minha inocência: é claro que eu, como boa canceriana, quase zero-pé-no-chão, entendi tudo isso como - Ah, é só questão de tempo e as coisas mudam.

FUEN. Erro 404. 
Deveria estar na constituição uma coisa dessas. Deveria ser crime achar que mudanças são fáceis assim. As pessoas deveriam ser punidas ao acreditar nisso. Doeria menos, acredite.

Exatos 2 meses depois, estou aqui.
Eu que comecei com aquele discurso de 'não quero nada sério também', 'eu tô de boa', 'vamos curtir, uhu!'. 
É, eu sou uma falha.

Vamos lá. Hora de culpar a astrologia por isso.

Nasci às 3 horas e 40 minutos do dia 6 de julho de 1991, em São Bernardo do Campo, o que faz de mim, pelo meu mapa astral, uma Canceriana, com ascendência em Gêmeos e lua em Áries.
Sem contar meu Mercúrio, Marte, Vênus e Júpiter em Leão.
Urano e Netuno em Capricórnio.
Plutão em Escorpião.
Saturno em Aquário.
Descendente em Sagitário.
Meio do céu em Peixes.
Fundo do céu em Virgem.

E o que significa tudo isso? Talvez nada. Sei muito pouco. Mas vou tentar explicar com o modo com o qual EUzinha me vejo. 
Mas vamos lá. Começarei com a descrição de como eu descobri que não gostava apenas de meninos (parece uma baita enrolação, mas colocando isso aqui talvez eu tenha mais clareza sobre o grande 'problema' em que me encontro neste momento).

Lá pelos anos de 2004, na sétima série, aos 12 anos de idade, eu tinha uma amiga (ainda tenho, mas a gente se fala bem pouco - uma vez a cada 6 meses e olhe lá) canceriana, e éramos muito próximas. Passávamos os intervalos e às tardes na escola juntas. Eu era realmente muito apegada à ela (leia-se quase possessiva porque morria de ciúmes de vê-la com alguém) e para vocês terem uma noção, a mãe dela tirava o telefone da tomada para eu não ligar para ela porque a gente passava mais de duas horas falando sobre nada.
Hoje eu olho pra trás e penso: A mãe dela era tão religiosa. Certeza que achava que eu estava apaixonada pela filha dela.
Mas eu realmente estava?
É aí que a Elise, a própria amiga, entra.
Ela foi quem me fez perceber que tinha algo 'errado' em mim.
Um pouquinho mais pra trás na minha vida, lá pelos 4 ou 5 anos, eu já apresentava sinais de que meu apego a pessoas do sexo feminino era bem maior do que às do sexo masculino. E posso enumerar diversas situações em que minha mãe teve que me tirar aos prantos de perto de alguma coleguinha porque eu queria ficar grudada nela. 
E as mulheres mais velhas não escapavam também não. Quando eu admirava alguém, meudeusdocéu, eu sofria para me desapegar. E minha pobre mãe sofria junto, sem entender.
Dentre todas elas: minhas amigas, amigas do meu irmão, monitoras de hotéis, primas, conhecidas... Todas que você pode imaginar.
Parece banal, né? Mas não.
Era basicamente assim: eu conhecia alguém, admirava aquela pessoa, automaticamente me sentia conectada, grudava nela, queria saber tudo sobre ela, imitar, ficar junto, e sofria quando a separação chegava. 
Se eu falar pra vocês que isso acontece até hoje, vai rolar uma preocupação? I'm sorry. It does happen.
Acho que já deu pra perceber como funciona, né?
Agora vocês perguntam: comé que isso te faz pensar que o problema são as mulheres?
Bom, apenas o fato de que nunca tive esse 'apego' todo com meninos, apesar de saber que eles me atraem desde bem novinha. Mas agora eu continuo...

Colocando todos os fatos mencionados acima à frente dos meus olhos, aos 12 anos, eu comecei a entender: eu gosto de meninas.
E se não fosse a Elise para sentar comigo e dizer 'o que tem de errado nisso? Eu não gosto, mas você pode gostar. Para de chorar. Não tem problema nenhum', talvez hoje eu não seria a pessoa que sou e não teria a mente aberta que tenho. Obrigada, Elise!
A vida continuou. Cheguei a me atrair por uma série de meninas, mas, aos 12 anos eu não fiz nada com isso. Continuei alimentando minhas paixões platônicas por meninos.

Aos 13 anos, saiu um boato na escola de que eu era lésbica. E eu me ofendi. Muito.
Ficaram dizendo que eu era super grudenta com a Elise, e queria ficar com ela.
Apesar de ter essa dúvida, invés de assumir que poderia ser isso, resolvi ficar relutante, brava e chorar. Mas sem ninguém saber. Se tem uma coisa que minha mãe ensinou foi: para uma boa provocação o melhor é fingir-se inatingível.
E foi o que fiz. E todos pararam. Pelo menos na minha frente.

Também aos 13 anos, eu tinha 2 amigas próximas. A Tamires e a Thaíse. A Thaíse tinha muito ciúme da Tamires e, um dia, me disse 'você parece lésbica do jeito que trata a Tamires!' e eu fiquei hiperofendida. Nossa, foi tipo o segundo fim do mundo pra mim. O primeiro, como podem imaginar, tinha sido o boato para toda a escola.
Agora, além de pessoas maldosas me pensarem lésbica, minhas amigas mais próximas achavam isso também!
Doeu. Chorei. Mas era um pouco verdade, não?
Bola pra frente.
Nunca deixei de me atrair por meninas, mas já não era o foco.

Aí vem a coisa mais engraçada e curiosa de todas.
Layla, minha melhor amiga da infância, me convidou para um passeio. E eu fui.
Dentro do ônibus, na hora da volta, eu a abracei e disse o quanto gostava dela.
Depois disso, soltei e pensei 'céus, o que eu tô fazendo? Ela vai pensar que sou lésbica'.
Hoje rimos muito disso porque Layla é lésbica assumida. E eu? Bom, eu continuo com a minha história.

Minha vida adolescente foi cheia dessas particularidades, até os 16 anos.
Essa foi uma data marcante. Dessa não dá pra escapar.
Uma das minhas melhores amigas da época, Letícia, e eu vínhamos conversando sobre ficarmos. Sei lá, um teste, sabe? Ver se eu gostava mesmo. Tirar a dúvida. Vai que era mentira, né? Coisa de adolescente. A famosa 'fase' que os pais insistem em mencionar.
Voilà. Numa festa da minha escola, fui pro banheiro com a Letícia e ela jogou a ideia 'vamos nos beijar?'. E eu aceitei. 
O tanto que eu tremia não tá escrito. E ela ria da minha cara. 
Fui lá, fiz, gostei. Voltei a ficar com a Letícia mais umas várias vezes. E eu tive certeza de que gostava da coisa.
Até namoramos por 3 dias. 
Ela é outra que me ajudou a entender muito bem onde todo esse negócio começou. Obrigada, Le.

Depois disso, não preciso dizer que tive certeza absoluta de quem eu sou, né? Odeio rótulos. 
Aliás, acho que boa parte dos bissexuais que conheço os odeiam.
Vocês, homossexuais, acham que sofrem preconceito? Sofrem, sim, mas nada comparado ao (muitas vezes) assédio pelo qual os bissexuais passam.
Quantos de vocês acreditam (de verdade) em bissexualidade? Bem poucos, aposto.
Hetero e homossexuais não entendem e não sentem na pele o que é ser um bissexual.
Quantas vezes tive que ouvir 'você tem que se decidir', 'do que é que você gosta de verdade?', 'de qual você gosta mais?'. E, apesar de muitas vezes não ser por mal, machuca.
Machuca porque é como se as pessoas duvidassem dos seus sentimentos. Achassem que você faz aquilo por pura safadeza. Por falta do que fazer. Por se sentir carente.
BITCH, PLEASE. Pare com isso. Apenas pare.
Incrível, né? Homossexuais, que passam por tanto preconceito, não têm dó não (sem generalizar). Acham ruim mesmo. Querem ser exclusivos, talvez.

Muitas vezes desejo ter nascido heterossexual. Ou até homossexual.
Desejo ter nascido gostando de uma coisa só. Seria mais fácil. Ou não.
Daí eu volto e percebo que gosto de ser assim. É divertido. É interessante. E bem particular.



Amor é amor. E não importa por quem.


quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Is it the end?

This Isn't The End - Owl City

An eight year old girl had a panic attack
'Cause the father she loved left and never looked back
No longer the hero she counted on
He told her he loved her and then he was gone
She tried to look happy in front of her friends
But knew that she'd never feel normal again
She fought back the tears as they filled her eyes
And wanted him back just to tell him goodbye

When the rain falls down
When it all turns around
When the light goes out
This isn't the end 

Her dad was a good guy that everyone liked
But nobody knew he was dying inside
He promised his family he'd be alright
And then with a gunshot he left them behind

When the rain falls down
When it all turns around
When the light goes out
This isn't the end 

When the rain falls down
When it all turns around
When the light goes out
This isn't the end 

The role of a father he never deserved
He abandoned his daughter and never returned
And over the years though the pain was real
She finally forgave him and started to heal
How close is the ending, well, nobody knows
The future's a mystery and anything goes

Love is confusing and life is hard
You fight to survive 'cause you made it this far
It's all too astounding to comprehend
It's just the beginning this isn't the end
It's just the beginning this isn't the end

domingo, 16 de setembro de 2012

Quem é você?

Já cantava Caetano Veloso... "Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é".

Quando você acha que se conhece e que consegue prever as próprias atitudes, vem uma situação e põe à prova 21 anos de rotina. Não que isso seja negativo. É apenas um desvio. Tudo aquilo que você sempre clamou jamais ser capaz de fazer chega até você e, olha! Nem é tão impossível assim. Nem tão mal assim. 
É uma pena que isso não envolva só você. É aí que vem um monte de gente apontar o dedo na sua cara e dizer "Que coisa horrível! Como você foi capaz?'. Bem... Eu fui capaz porque sou humana. Posso ser politicamente correta, mas, quando menos espero... Puff... Saio da rotina. E os que não o fazem pensam-se no direito de criticar.


Pois que critiquem... A vida é feita de mudanças. Vai de você adaptar-se ou não a elas.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

qual é?

às vezes eu tenho saudade de fazer esportes, sabe? me exercitar. esse tipo de coisa que faz a gente suar, ofegar e ficar cansado. esse tipo de coisa que deixa o corpo cansado. gostaria que novamente eu pudesse sentir como é ter o corpo cansado por ter feito um grande esforço e deixar a mente pra lá. uma mente cansada é insuportável. e pior ainda é um coração cansado. cansado de sentir. cansado de se envolver. cansado de tentar. tudo em vão. 
quando sofremos uma decepção, muitas vezes repetimos para nós mesmos que nunca mais vamos nos deixar passar por essa dor novamente. que vamos nos proteger e ficar mais atentos. tudo besteira. é só um belo par de olhos aparecer, dizer meia dúzia de palavras bonitas que você se deixa levar. deixa-se entregar e levar, e tudo parece eterno. tudo mentira.
mas e ai? qual a saída para isso? 




se é que existe uma...

sábado, 31 de dezembro de 2011

tchau, 2011.

sei que não fui das mais presentes aqui no blog esse ano, mas é hora de fazer aquele famoso balanço de final de ano. e pra quê? quem sabe, quando eu tiver uns 40 anos, eu volte aqui e leia as coisas que eu escrevia antes dos 20.

2011? bom... acho que posso considerar este o ano no qual eu mais aprendi e vivi, de verdade.
conheci pessoas espetaculares, outras que poderia ter deixado de conhecer que nada mudaria pra mim... e pessoas que sei que não quero carregar comigo.
aprendi o que é viver por mim, durante 6 meses, sem o conforto do meu lar. conheci lugares maravilhosos. senti saudade. continuo sentindo. uma parte de mim mudou, mas a essência continua a mesma.

o final do ano tem sido muito difícil, mas sei que logo isso muda.
Ano Novo, vida nova. não é mesmo? who knows.

Feliz 2012!
até mais!

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Horóscopo Chinês: Carneiro

Saúde : os extremos do tronco, inclusive aparelho genital, intestino grosso e reto.

Defeitos : capta com muita facilidade as influências negativas das pessoas, absorvendo problemas alheios. Pode ser muito caprichoso e improdutivo.

Caracteristicas : Uma das características mais fortes deste signo é sua incrível capacidade de espalhar bondade ao seu redor, captando o sofrimento alheio como ninguém. Isso o faz ser procurado pelas pessoas, pois são por ele compreendidas melhor do que com qualquer outra pessoa dos outros signos. Sua atenção e sua dedicação carinhosa ao próximo muitas vezes a faz parecer um tanto ingênua, sendo, por isso, explorada pelas pessoas de má índole ou insensíveis. Seu modo de ser lhe granjeia muitas simpatias, mas pode, em contrapartida, despertar ciúmes e invejas, pois há pessoas que não conseguem ter a mesma habilidade nem a mesma facilidade para fazer amizades. Sua memória prodigiosa faz com que esteja constantemente evocando o passado e, não raras vezes, preso a ele. Nas ocasiões em que isso lhe conveniente, usa o passado como uma arma, já que nem todos têm a capacidade de lembrança que ele possui. O apego à família é muito forte nesse nativo, podendo torná-lo muito dependente de seus familiares, o que é facilitado pela sua tendência em buscar refúgio no sonho e na fantasia. Essa ligação forte com a família se estende aos amigos, seguramente porque o Carneiro tem um medo incrível da solidão. Econômico, sentimental e caseiro, o nativo do signo leva para o sexo todas essas características, exigindo sentimento, amor e sensibilidade em seus relacionamentos, sempre muito sólidos e duradouros.A influência de Marte dá-lhe garra para superar obstáculos.

Nome Chinês: YANG,
Nome Japonês: RHITUJI
Horas: 13:00 às 15:00 horas,
Direção: sul-sudoeste
Mês Favorável: Janeiro (verão)
Elemento: Fogo
Polaridade: Yin
Planeta Regente: Marte
Metais: prata, Pedras: esmeralda
Erva: rosa-branca
Perfume: rosa
Cores: branco e prateado
Flor: Lírio
Planta: abismo
Número da Sorte: 2
Dia da Sorte: segunda-feira

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Bíblia? livro do demo, isso sim.

sinto que minha garganta está coçando pra falar sobre um assunto sempre muito comentado por mim e meus amigos, e que parece ter vindo mais à tona ainda à sociedade, e ao meu dia-a-dia.
que assunto é esse? homossexualismo. ou melhor, homossexualidade porque o sufixo ismo dá a conotação de doença e, como todos sabemos ou deveríamos saber, isso não é uma doença e muito menos uma opção.
por que resolvi falar sobre isso? bom... eu tenho ouvido alguns leigos falarem sobre esse assunto e eu descobri que isso me revolta muito mais do que eu pensava.
eu fui criada em uma família católica. fiz catecismo, crisma, cantei no coral dos velhinhos das missas de domingo a noite. minha avó sempre foi muito crente na palavra de Deus. minha madrinha de crisma mais ainda. minha mãe sempre gostou que eu frequentasse a igreja. pro meu pai, isso tanto faz, como tanto fez. o ambiente eclesiástico sempre me fez muito bem. eu me sentia amada e acolhida, afinal, pessoas muito boas e importantes pra mim estavam lá. eu sempre tentei levar meu pai e meu irmão às missas, mas eles foram resistentes a isso. eu ficava brava, porque sabia que era por preguiça.
bom... posso dizer que passei muitos anos da minha vida frequentando a igreja e pensando que lá era um bom lugar. ok, digamos que as pessoas estão em harmonia e se sentindo felizes. vendo por esse lado, claro que é um ótimo lugar... mas e essa tal palavra de Deus? digo... a Bíblia. será que foi dita por Deus mesmo? minha gente, ela foi escrita por homens, e esses homens escreveram o que bem entenderam. e esses mesmos homens colocaram mentira, traição, adultério, homicídio, e muitos outros crimes no mesmo patamar que a homossexualidade. será que dá para considerá-la pecado? será mesmo que Deus está tão preocupado com a sexualidade das pessoas, dando a ela o mesmo grau de gravidade que coisas tão prejudiciais quanto mentira, adultério e etc? é algo a se pensar.
se você acha nojento ver dois homens juntos, se amando, pense se isso não é apenas um capricho da sua parte, ou se eles realmente merecem ser punidos por se amarem, por terem um sentimento tão bonito um pelo outro.
homens foram feitos apenas para amarem mulheres, e vice-e-versa? tenho dó de quem pensa assim. só porque o meu corpinho tem um furo, e o corpo masculino tem um cano, significa que nos encaixamos e que devemos ser felizes juntos?
será mesmo que o corpo feminino foi feito apenas para gerar e carregar a prole? e se eu quiser me relacionar com uma menina, e adotar um bebê? isso é mesmo pecado? é pecado seguir o que meu coração me diz e dar um lar a uma criança que tanto precisa?
vocês acham mesmo que, se um homossexual tivesse a opção de escolher, escolheria ser homossexual e sofrer todo esse preconceito? larguemos mão de sermos tapados. ou melhor... larguem, vocês, mão de serem tão atrasados, porque eu já abri minha mente.
liberdade de expressão. liberdade de sentimentos.
o certo mesmo seria sentir nojo de pessoas que teimam em pregar a palavra de Deus que nem mesmo foi dita por ele. isso sim me envergonha.
podem jogar na minha cara que vivi tantos anos dentro de uma religião. agora, me perguntem se algum dia fui hipócrita ao ponto de aceitar toda aquela baboseira dita como verdadeira e algo que gostaria de levar para a minha vida. jamais. acho que se Deus pudesse realmente se manifestar por meio de um livro, esse livro jamais inventaria divisões como céu e terra; católicos e evangélicos; Deus e diabo. tudo invenção, minha gente.
acho, sim, que as pessoas têm que ter algo em que acreditar, mas não nesse livro podre escrito por homens podres que queriam que o mundo tivesse a mesma visão limitada e escrota que eles.
eu digo NÃO à Bíblia.
sagrada? ha-ha. sagrado é o que tenho dentro de mim. é a minha natureza, que não deve ser barrada por um livro idiota como esse.


fechem suas Bíblias e abram seus gibis, galera. ué, não querem ler ficção? que seja das boas, então.

sábado, 29 de janeiro de 2011

a arte de pensar em si mesmo.

egoísmo... uma coisa difícil de engolir, né? quando está presente nos outros, é claro.
será mesmo que eu tenho que deixar de ser egoísta agora? a troco de quê? tem alguém que pensou em mim, desde o começo? tem? não? então, essa pessoa serei eu mesma. eu penso em mim. eu sou importante. eu me gosto e acho que meus gostos podem ser feitos. cansa baixar a cabeça e balançá-la pra cima e pra baixo, dizendo que está tudo bem, all the time. not now. not me.
não é só a felicidade dos outros que está em jogo. é a minha também. e a minha felicidade é ter o que eu quero, a hora que eu quero. não estou dizendo que é bonito ou legal da minha parte. estou dizendo que nunca ninguém pensa se vai ser bom ou não pra mim. então, I'm done. I've had enough. não vou facilitar as coisas, se ninguém facilita pra mim.

é isso? é assim? aham. é. não é um tema que quero botar em pauta para discussão.

finished, teacher.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Tire-o da cabeça ...

Você estava apaixonado por alguém e levou um fora. Acontece mais do que acidente de avião, desastre com romeiros e incêndio na floresta. Corações partidos é o grande drama nacional. O que fazer? Ainda não lançaram um manual de auto-ajuda que consiga eliminar nossa fossa, e dos amigos só podemos esperar uma frase, repetida à exaustão: tire esse cara da cabeça. Parece fácil. Mas alguém aí me diga: como é que se tira alguém de um lugar tão cheio de mistérios?
Gostar de alguém é função do coração, mas esquecer, não. É tarefa da nossa cabecinha, que aliás é nossa em termos: tem alguma coisa lá dentro que age por conta própria, sem dar satisfação. Quem dera um esforço de conscientização resolvesse o assunto: não gosto mais dele, não quero mais saber daquele prepotente, desapareça, um, dois e já!
Parece que funcionou. Você sai na rua para testar. Sim, você conseguiu: olhou vitrines, comeu um sorvete e folheou duas revistas sem derramar uma única lágrima. Até que começa a tocar uma música no rádio e desanda a maionese. Você não tirou coisa alguma da cabeça, ele ainda está lá, cantando baixinho pra você.
Táticas. Não ficar em casa relendo cartas e revendo fotos. Descole uma festa e produza-se para matar. Você bem que tenta, mas nada sai como o planejado. Os casais que se beijam ao seu lado são como socos no estômago. Você se sente uma retardada na pista de dança. Um carinha puxa papo com você e tudo o que ele diz é comparado com o que o seu ex diria, com o que o seu ex faria. Chamem o EccoSalva.
Livros. Um ótimo hábito, mas em vez de abstrair, você acha que tudo o que o escritor escreve é para você em particular, tudo tem semelhança com o que você está vivendo, mesmo que você esteja lendo sobre a erupção do Vesúvio que soterrou Pompéia.
Viajar. Quem vai na bagagem? Ele. Você fica olhando a paisagem pela janela do ônibus e só no que pensa é onde ele estará agora, sem notar que ele está ali mesmo, preso na sua mente.
Livrar-se de uma lembrança é um processo lento, impossível de programar. Ninguém consegue tirar alguém da cabeça na hora que quer, e às vezes a única solução é inverter o jogo: em vez de tentar não pensar na pessoa, esgotar a dor. Permitir-se recordar, chorar, ter saudade. Um dia a ferida cicatriza e você, de tão acostumada com ela, acaba por esquecê-la. Com fórceps é que a criatura não sai.

Tire-o da cabeça ~ Martha Medeiros.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

28 dias.

eram 7:17 e meu corpo não queria mais ficar deitado na cama. até tentei virar pro lado e pegar no sono novamente, disfarçar e fingir que nunca tinha acordado, mas não deu. meu cachorro deu um grito mais alto porque minha empregada tinha chegado e essa foi a gota d'água pra eu me levantar, escovar os dentes, pegar um pouco de café e vir sentar diante do computador.
que dia é hoje? 21 de Janeiro. o que isso significa? bom... depende do ponto em que se olha. pra muitos, faltam basicamente 15 dias pras aulas voltarem. um mês e pouco pro carnaval. alguns dias pro ano realmente começar. bom, e pra mim? o que isso significa?
faltam 28 dias pro grande passo do ano (diria da minha vida) ser dado. 28 dias e a saudade começará a apertar. mas apertará tanto que sei que eu vou achar que não vai dar pra aguentar, e vou chorar. talvez queira viver aqui. mas dai o tempo passará, e a saudade ficará maior, mas eu verei que aquela saudade sentida inicialmente não era nada perto da que sentirei. e isso se sucederá pelos meses... com certeza será a oportunidade da minha vida, e eu vou abraçá-la o mais forte que eu conseguir. é a bola da vez. quando eu voltar, cabô. vai ser isso... então, vou e não tenho lamentações quanto a isso.
e o que significa ter uma viagem abroad, né? é sair do seu território. é ir prum país diferente, com moeda, costumes, comidas diferentes... muita ousadia, não é mesmo? muitos têm essa ousadia, mas isso não faz de mim menos corajosa, ou tão corajosa quanto eles. nem significa que eu vá desistir também.

well...
sorte pra quem fica. muito mais sorte pra quem vai.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Ana Júlia 2011

quem é ela? qual é a dela?
bom... a Ana Júlia 2011 é alguém bem menos exagerado. alguém que dá muito mais valor às amizades. alguém que não pretende correr atrás de mais ninguém, ou demonstrar sentimentos por pessoas que não fazem o mesmo. alguém disposto a encarar novas experiências, sentimentos, sensações, situações, sejam estas agradáveis ou não tanto. ela põe a cara pra bater, entende? ela não quer saber se você a acha chata, gorda, idiota, inconveniente... a não ser que você seja alguém muito querido pra ela.
a Ana Júlia 2011 quer muito ser feliz. quer deixar pra trás todo o nervoso que passou em 2010, e aprender a lidar com tudo que a fez sofrer no passado. ela diz que não vai amar mais ninguém... mas sabe que isso é impossível e que, na primeira oportunidade que aparecer, vai se entregar completamente, dando espaço pra mais e mais sofrimentos e lágrimas. ela quer aprender a ser mais racional e orgulhosa, mas ela sabe que isso vai exigir muito esforço da parte dela e não sabe se está pronta pra lidar com isso. ela quer muito que todos do mundo sejam tão intensos quanto ela e o melhor amigo dela, mas sabe que isso é impossível. ela sabe que vai chorar muito mais em 2011 do que chorou em 2010, 2009, 2008 e so on, mas sabe que os motivos vão ser bem diferentes.
a partir de fevereiro, a Ana Júlia 2011 vai ver mesmo o que é o ditado 'cada um por si' e sabe que isso vai fazê-la sofrer, mas sabe também que essa foi uma escolha dela e que, para ter uma coisa que nunca teve na vida, precisa fazer coisas que nunca fez. será duro? for sure, mas ela aguentará. e todo esforço feito terá seu preço... sua recompensa.
a Ana Júlia 2011 colocou muitas coisas na cabeça. muitas resoluções pra 2011. muitas... tantas que nem sabe se vai lembrar de tudo o que planejou, ou dar conta de colocar tudo em prática, mas vai se esforçar. como em todos os anos, a Ana Júlia 2011 prometeu estudar mais, rir mais, martirizar-se menos, ser mais compreensiva, ser menos mimada... mas ela e todos ao seu redor sabem que tornar tudo isso realidade seria como fazer uma lavagem cerebral: impossível. mas ela tenta, certo? brasileira como ela só... não desiste nunca.
tudo isso pra que? viver melhor. é... for sure.

a Ana Júlia 2011 é igualzinha às Ana Júlias 2010, 2009, 2008, 2007, 2006, 2005, 2004, 2003, 2002, 2001, 2000, 1999, 1998, 1997, 1996, 1995, 1994, 1993, 1992, 1991, só está tentando atualizar sua versão... não, ela não é otimista e idiota. só tá tentando por na cabeça coisas que sabe que não existem.


força pra Ana Júlia 2011. força pro Pedrinho, Joãozinho, Mariazinha... todos que quiserem atualizar suas versões. mas não se esqueçam de instalar um antivírus dos bons, ok?

só pra constar: a Ana Júlia 2011 sabe que, na verdade, não há atualização alguma nas versões das pessoas... é tudo uma questão de costume.... e paciência... e perseverança... e zaz.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

remember you asked for it.

eu disse uma vez... depois de certos fatos desagradáveis pelos quais passei, eu prometi pra mim mesma que o ideal seria não gostar de mais ninguém. isso estava na minha cabeça. eu juro. se tivesse dependido de mim, eu não olharia para os lados. bom... você apareceu, as coisas mudaram e meus planos também.
não só deixei que eu mesma gostasse de você, mas entreguei tudo o que tinha. bom, quase tudo. mas uma boa parte do tudo... parte esse que falta agora em mim.
não sei se fez diferença pra você. não sei se você guardou essa parte, ou se livrou-se dela. não sei. você não me deixa saber.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

último post de 2010.

bom, esse ano fui bem mais quieta em relação a assuntos existenciais do ano, eu acho.
enfim... tô passando brevemente pra fazer um balanço de 2010. brevemente porque eu deveria estar me aprontando pra pegar o ônibus com destination to Jundiaí.
well... se eu colocar os acontecimentos de 2010 em uma balança, posso dizer que as coisas ruins ficaram um pouco pra trás das boas. não sei. esse ano menos pessoas foram para o céu (embora uma dessas pessoas tenha ido embora deveras cedo), e mais pessoas vieram pra terra... ou estão planejando vir. tenho certeza que 2011 será um ano que representará a maternidade. gueeeenta que tem muito bebê por vir ae.
quanto ao meu coração... me curei da maior paixão que eu citei no post de final de ano do ano passado... me apaixonei por certas pessoas... e estou amando novamente. não sei se deveria, mas estou. temos o lado positivo e o negativo da coisa. positivo: ainda tenho esperanças de o meu coração ser correspondido. negativo: posso estar passando por um desamor... não-fatal, mas um grande desamor. vamo que vamo.
de resto... comecei a trabalhar; comprei (quase) tudo o que queria; conheci pessoas lindas; meu círculo de amigos ficou bem menor; estou bem mais próxima dos meus amigos realmente importantes; me gosto um pouco mais do que gostava ano passado; comecei a dirigir; bati o carro 1 vez; ralei umas 5; virei teacher; conheci as melhores pessoas da minha vida, que posso chamar de alunos; fui muito elogiada; recebi muitas broncas; fui pedida em namoro; terminaram comigo; chorei muito; ri mais ainda...
e coisas que não lembro agora, ou lembro e não quero citar. whatever.

desejo que 2011 traga muito mais experiências pra minha vida, e que estas me façam crescer muito mais do que as experiências de 2010 o fizeram.
que eu esteja ao lado das pessoas mais importantes da minha vida, recebendo e dando a força necessária pra vida continuar.
força, galera. força... a vida tem que seguir, e a fila tem que andar. as chances de o mundo acabar em 2012 são remotas, assim como eram em 2000.

boa virada pra mim. boa virada pra vocês.
até 2011!

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

hoje.

sua respiração junto à minha. sua cabeça sobre meu ombro. suas mordidas; seus beliscões; suas mãos por todo meu corpo. minhas costas arrepiadas. você pedindo pra eu fazer cócegas. seu silêncio. meu silêncio. suas brincadeiras. minhas risadas. meus pensamentos. minha dúvida. minha certeza. minha vontade. sua... será que sua também?


...



minhas mensagens. seu silêncio. meus p
ensamentos. sua ausência. minha angústia. sua falta.

acho que nunca me senti tão confusa na vida. não sei que músculo mover. não sei como me mexer. não sei o que dizer. não sei o que fazer. digo... não sei o que posso fazer. não sei o que posso dizer. não sei como posso me mexer. não sei que músculo posso mover.

quero que essa situação acabe.
se antes eu achava que estava ruim, imagine as coisas agora. sem pé, nem cabeça. sem título... sem nada.


well...


eu sou de ninguém, eu sou de todo mundo, e todo mundo me quer bem. eu sou de ninguém, eu sou de todo mundo, e todo mundo é meu também.

não tenho juiz. se você quer apito em jogo, eu quero é ser feliz.
eu não sou audiência para a solidão.

how could you be so heartless?

sábado, 18 de dezembro de 2010

a chuva não passa já faz tempo.

já não se sabe o momento exato de partir. não quero me entregar tão cedo. aquele amor que eu senti quando te conheci não tá rolando mais faz tempo. não vejo mais o brilho dos seus olhos pra mim. nem sei se ainda posso mesmo te fazer feliz. cada momento que passamos, juro, foi bom. mas tudo que acende, apaga, e o que era doce se acabou.
quando penso em ir embora, você não quer me dar razão. me diz que eu tô jogando fora o amor que tem no coração. eu fico disfarçando, finjo que não sei que em pouco tempo rola tudo outra vez.

pra que falar, se você não quer me ouvir? fugir agora não resolve nada. mas não vou chorar, se você quiser partir. às vezes, a distância ajuda, e essa tempestade um dia vai acabar.
só quero te lembrar de quando a gente andava nas estrelas, as horas lindas que passamos juntos. a gente só queria amar e amar e hoje eu tenho certeza: a nossa história não termina agora.
quando a chuva passar. quando o tempo abrir... abra a janela e veja: eu sou o sol! eu sou céu e mar. eu sou céu e fim. e o meu amor é imensidão.

domingo, 12 de dezembro de 2010

we are back.

tentei achar defeitos em você pra tornar tudo isso mais fácil, mas não consegui. é impossível.

[...]

eu percebi, por mais que me incomode, que eu tenho que lidar com isso, e que eu sou responsável por quem eu cativo... por isso eu me arrependi.

ainda bem :)
só meu!

s2

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

sobre você.

nunca alguma pessoa fez eu acordar involuntariamente no meio da madrugada, simplesmente por não conseguir parar de pensar nela.
nunca passei um dia tão longo, pensando em alguém. 24 horas. sabe o que é isso?
vinte e quatro horas. o tempo todo. entre uma tarefa e outra... você. da cantina pro banheiro... você. do banheiro pro laboratório. olha você aí de novo. do laboratório pra sala dos professores. é... mais uma vez você.
minha mãe me disse algumas vezes, desde que comecei a entender o que são meninos na vida das meninas, que a gente sabe que está apaixonada quando não consegue parar de pensar em alguém. taí... acho que me enquadro nessa situação.
tenho consciência da situação em que nos encontramos. sei que daqui a 2 meses e nove dias eu não estarei mais aqui. não estarei mais ao seu lado. não teremos mais a conexão que temos agora. mas, sabe... a suíte que você ocupa no meu coração não vai ficar vaga. você vai ficar lá. digo... se você quiser, você tem estadia pelo período que você quiser. pode ficar. meu coração agradece. eu agradeço.
me ponho no seu lugar... o tempo todo. sei que é difícil. eu sei... você não acredita, mas eu sei. e sendo assim, queria que você acreditasse em mim. acreditasse que temos tempo. curto, talvez. mas é tempo... tempo pra você passar comigo. só comigo.

você é especial. você sabia disso? o que sinto por você é inexplicável e nunca senti por ninguém. ninguém.

meu namorado. o primeiro... e quem sabe não o último? eu não reclamaria.

eles também.

Seguidores

sobre mim.

Minha foto
nada de muito interessante. só alguém que não vive sem música e sem amor.